domingo, 15 de fevereiro de 2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

De Cada Canto do país....Uns ainda com 18 outros..... è Turma 3!!!!!!!!!!!!!!














































VHS- Conceitos importantes

Ricardo Rocha Bastos
Do que se trata?
A velocidade de hemo-sedimentação (VHS) corresponde à altura da coluna que se sedimenta (composta fundamentalmente por eritrócitos) quando o sangue total venoso, anticoagulado, é deixado em repouso, num tubo graduado. Variações no tamanho dos tubos e no tipo de anticoagulante usado diferenciam os dois principais métodos: Westergren e Wintrobe. Se, após 1 hora em repouso, a altura do sedimento é medida em 10 mm, por exemplo, a VHS é fornecida assim: VHS (primeira hora): 10 mm.
Embora alguns laboratórios forneçam os resultados de VHS também para meia hora e 2 horas, não há qualquer evidência de que tais resultados tenham algum significado. Ainda, alguns laboratórios fornecem um índice de Katz, também desprovido de significado. Toda nossa discussão se refere à VHS na primeira hora, portanto.
Quais os valores de referência?
Uma fonte permanente de dúvidas (principalmente para os pacientes) são os valores de referência fornecidos pelos laboratórios. Na grande maioria das vezes eles são inadequados por não levarem em conta dois fatos básicos:
VHS varia com o sexo (mulheres têm VHS mais acelerada que homens);
VHS acelera fisiologicamente com o passar da idade.
Assim, é sugerido o uso das seguintes fórmulas para cálculo dos valores de referência (valores máximos):
VHS de um homem é normal até: idade/2
VHS de uma mulher é normal até: (idade + 10)/2
Portanto, uma VHS de 40 mm que está acelerada para uma mulher de 20 anos, está normal para uma de 80 anos. Só há interesse em uma VHS acelerada. Não existe qualquer evidência científica sobre o valor diagnóstico de uma VHS baixa.
Quais os fatores que influenciam os resultados da VHS?
Alguns fatores bem definidos afetam a VHS de maneira previsível. Embora não existam fórmulas de correção, o conhecimento desses fatores ajuda a interpretação do médico (tabela 1).


Tabela 1. Fatores que aceleram ou reduzem a VHS
Aceleram
Reduzem
anemia
gravidez: acelera a VHS gradualmente, podendo ser alcançado um nível de até 70 mm/h após 20 semanas de gestação
macrocitose
contaceptivos orais
heparina
poliglobulia
insuficiência cardíaca congestiva
microcitose
poiquilocitose
antiinflamatórios não esteroidais em altas doses
corticóides
armazenamento do sangue por mais de duas horas
Observe que se trata de influências, nunca a VHS sendo usada para diagnosticar algumas dessas condições. Mas, por outro lado, uma VHS de 30 mm, num homem de 60 anos com insuficiência cardíaca, está acelerada.
Por que a VHS se acelera?
A VHS depende das interações elétricas entre as hemácias o que, por sua vez, depende da composição protéica do plasma. Alterações nesta composição (principalmente a concentração de fibrinogênio) vão se refletir na VHS. Portanto, podemos compreender a VHS como um reflexo indireto das alterações da composição protéica do plasma. Como as proteínas plasmáticas alteram-se de uma maneira quase infinita na presença das mais diversas doenças, a VHS sofre também infinitas influências, o que levou à sua queda de popularidade (por ser muito inespecífica, portanto). Entretanto, a VHS tem custo baixíssimo e, se usada num contexto clínico definido, pode ser extremamente informativa. Como o método clínico não vem sendo muito cultivado, os contextos clínicos são cada vez mais nebulosos. É natural então que se tenha desenvolvido uma descrença neste exame.
Uma VHS acelerada, entretanto, significa que algo está errado (assim como uma temperatura axilar elevada ou um pulso arterial acelerado), embora não seja específica de qualquer condição em particular. O que proponho é o uso inteligente da VHS, em contextos em que seu resultado pode ser decisivo para definição do próximo passo. Os exemplos seguintes vão ilustrar como a VHS é um importante auxiliar da arte médica.
A pessoa com dores
Toda pessoa com mais de 50 anos que se consulta com dores pelo corpo, principalmente acometendo as cinturas escapular e pélvica, necessita de VHS. A aceleração da mesma (acima de 40 mm/h) aponta fortemente para polimialgia reumática (PMR), uma condição possivelmente vasculítica que responde muito bem a corticóides em baixas doses. O diagnóstico de PMR obriga a uma abordagem abrangente, uma vez que esta condição pode ser paraneoplásica (embora na maioria das vezes não seja).
A pessoa com cefaléia nova
Toda pessoa com mais de 50 anos e uma nova cefaléia, principalmente sobre a região temporal, mais ainda se associada a claudicação mandibular (dor que se desenvolve à medida que se progride na refeição e que passa quando se interrompe a mastigação), deve ter VHS medida. Sua aceleração (acima de 50 mm/h), neste contexto, aponta fortemente para arterite de células gigantes, a vasculite mais freqüente nesta faixa etária. Mais ainda, uma VHS normal é o exame com maior valor preditivo negativo para esta condição (ou seja, ajuda muito a afastar o diagnóstico). Diagnosticar esta condição é importante, porque os pacientes assim afetados têm risco maior de AVE e episódios de isquemia oftálmica (às vezes com perda da visão). A resposta aos corticóides é muito boa.
A pessoa diagnosticada com aneurisma de aorta
Quando alguém apresenta um aneurisma de aorta, geralmente se pensa em doença aterosclerótica ou doenças estruturais primitivas dos tecidos de sustentação (como o complexo de Marfan). Entretanto, estudos mostraram a incidência aumentada de aneurismas de aorta em pessoas com arterite de células gigantes. Novamente a VHS pode ser decisiva.
A pessoa com anemia normocítica normocrômica
Quando alguém com mais de 50 anos nos procura e fazemos um diagnóstico de anemia normocítica normocrômica, afastada hemólise, geralmente raciocinamos com: insuficiência renal (resolvemos a dúvida com creatinina sérica), aplasia medular (resolvemos a dúvida com as séries granulocítica e megacariocítica do hemograma) e doença crônica (muitas vezes não resolvemos a dúvida). É aí que entra a VHS. Uma pessoa com mais de 50 anos com anemia normocítica normocrômica, em quem as causas óbvias foram afastadas, uma VHS acelerada aponta para a possibilidade de uma gamopatia monoclonal (o mieloma múltiplo é o diagnóstico mais falado dentre as gamopatias monoclonais). Uma eletroforese de proteínas plasmáticas em busca de um pico monoclonal é o próximo passo aqui. Em pessoas com menos de 50 anos, uma anemia normocítica normocrômica com VHS acelerada obriga a uma busca detalhada por uma doença crônica (infecciosa, neoplásica, auto-imune e inflamatória, principalmente).
A pessoa com anemia microcítica hipocrômica
A maioria das pessoas com este padrão de anemia terá uma situação ferropriva. Entretanto, até 20% dos indivíduos com doença crônica que desenvolvem anemia terão anemia microcítica hipocrômica (em vez de normocítica normocrômica). VHS acelerada, na presença de anemia microcítica hipocrômica, nos obriga à consideração de uma doença crônica (isolada ou associada a uma situação ferropriva).
A pessoa com dor de garganta
Pessoas com dor de garganta consultam a todo momento. O diagnóstico é óbvio quase sempre. Refiro-me aqui, entretanto, a uma pessoa com dor de garganta em que o exame da orofaringe nada revela e a palpação da loja tireoidiana (na face anterior do pescoço, abaixo da cartilagem cricóide) desperta dor. Principalmente se houver um bócio (ainda que discreto) e taquicardia, a VHS se impõe. Se acelerada, neste contexto, temos o diagnóstico de tireoidite subaguda de de Quervain. Esta situação responde muito bem a antiinflamatórios (raramente necessita de corticóides) e, eventualmente, requer betabloqueadores (para controlar o hipertireoidismo transitório).
A pessoa que pode ter uma condição inflamatória
Às vezes somos consultados por pessoas com queixas articulares (mas em que não conseguimos definir com clareza a existência de artrite), ou queixas sobre o ritmo intestinal (mas em que não temos certeza sobre a conclusão de síndrome do intestino irritável), ou ainda a mulher com dores pelo corpo e talvez febre (em que estamos em dúvida entre uma doença auto-imune inicial ou a síndrome da fadiga crônica). Em todas essas situações, uma VHS acelerada obriga à continuidade das investigações (para artrite reumatóide, doença intestinal inflamatória crônica e lúpus, respectivamente). Nessas situações, em particular, a VHS pode auxiliar (se acelerada, não hesite em continuar suas investigações), mas sempre lembrando que tem baixa sensibilidade (uma pessoa com artrite reumatóide, doença intestinal inflamatória crônica, e lúpus pode ter VHS normal). A PCR quantitativa tem melhor sensibilidade aqui.
A pessoa com sopro cardíaco
A presença de VHS acelerada obriga a descartar uma endocardite infecciosa ou um mixoma.

Leitura recomendada
JAMA 2002;287:92-101. Revisão genial sobre arterite de células gigantes e o papel da VHS em seu diagnóstico.
JAMA 2001;287:98. Releitura da regra de Miller, Gree e Robison para calcular os valores de referência para VHS.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Comunicado!

Pessoal segunda- feira será feita reunião com os coordenadores dos estagio , coordenador do internato , coordenação geral Medicina e os representantes das 3 turmas.

Peço aos alunos que me enviem sugestões e/ou reclamações referentes aos seus respectivos estágios para que eu coloque em pauta na reunião.

OBS: lembrando que para que o curso tenha qualidade precisamos ter senso critico, portanto são poucas as chances de falar, esta e uma oportunidade!!


wes.med2010@hotmail.com

Wesley

Jornal Brasileiro Pneumologia

Manifestações respiratórias e doenças esofágicas
Respiratory manifestations and esophageal diseases



Autor(es): Elie Fiss






Das doenças esofágicas relacionadas às manifestações respiratórias, a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é, sem dúvida, a que mais se apresenta no nosso cotidiano.A DRGE pode estar associada à asma e à fibrose pulmonar. Além disso, a sintomatologia de tosse crônica é uma das suas mais freqüentes manifestações clínicas e, conseqüentemente, este é um dos principais sintomas que levam um paciente à procura de uma consulta médica.(1)Alguns autores relataram a elevada incidência de sintomas digestivos, tais como pirose, disfagia, engasgos e regurgitação, em pacientes asmáticos. Estes sintomas variam entre 24% a 89%, dependendo do estudo.(2-8) O contrário também é válido, pois há pacientes com doença esofágica cuja única manifestação clinica é respiratória, o que passa a ser um problema na investigação diagnóstica, especialmente para o pneumologista.Para alguns autores, até 30% dos pacientes com tosse crônica desencadeada por DRGE podem apresentar a tosse como a única manifestação clinica da doença esofágica.A associação entre asma e DRGE tem sido muito estudada, e alguns mecanismos são sugeridos para explicar esta relação.(2-8) Microaspiração de suco gástrico e reflexo esôfago-brônquico, provavelmente com mediação vagal, são os mais citados pela literatura quanto às manifestações respiratórias.(3-6) A instilação de acido clorídrico (0,1 N) no esôfago distal desencadeou uma redução do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) maior que 20% em alguns pacientes asmáticos.(3) Em outros estudos, a instilação de soro fisiológico e a própria sondagem esofágica foram capazes de desencadear uma redução de VEF1, mas sempre menor que a causada pelo ácido clorídrico.(6) A presença de refluxo gastroesofágico (RGE) proximal foi muito associada à dor torácica, ao passo que a presença de RGE distal foi associada à tosse crônica.(3)Por outro lado, a própria asma pode desencadear uma disfunção vagal, além de alterar as pressões do gradiente tóraco-abdominal, favorecendo o aparecimento de hérnia hiatal e RGE. Além disso, o uso prolongado de broncodilatadores resulta em uma redução da pressão do esfíncter inferior do esôfago, e os corticóides podem aumentar o tempo de exposição ácida do esôfago. O resultado final desta relação é o aumento da hiper-reatividade brônquica em indivíduos com DRGE, provavelmente pela liberação de peptídeos inflamatórios ou por reflexo vagal. Em um estudo anterior, pudemos mostrar exatamente a hiper-reatividade brônquica em pacientes com DRGE sem doença pulmonar associada.(4)
Apesar de todos os estudos já publicados, ainda existem muitas controvérsias sobre os mecanismos que fazem com que manifestações respiratórias tenham origem em doenças esofágicas e vice-versa, se o tratamento das doenças esofágicas pode controlar as doenças respiratórias e, em caso afirmativo, de que maneira.Em estudos nos quais realizou-se o tratamento clínico ou cirúrgico da DRGE, obteve-se melhora de cerca de 70% dos sintomas de asma, com redução dos medicamentos; houve também melhora da função pulmonar, mas em menor escala (25%). Em contrapartida, outros autores não acharam benefícios consistentes na asma tratada com a associação de medicamentos para DRGE.(8)Como podemos ver, ainda são necessários muitos estudos, talvez com maior casuística ou maior acompanhamento das terapias aplicadas. Para aumentar ainda mais o campo da pesquisa da associação entre RGE e doenças respiratórias, não podemos esquecer a síndrome da apnéia do sono, cuja relação já tem sido estudada por diversos autores, e a doença pulmonar obstrutiva crônica, que nos preocupa cada vez mais pela sua incidência e prevalência, e que ocorre em um número elevado de pacientes portadores de DRGE.(7)Diante do exposto, qual seria a relação entre estas doenças, de causa e conseqüência ou seriam doenças coexistentes? Provavelmente as duas respostas estão corretas dependendo da variabilidade individual.O pneumologista deve, em minha opinião, em algum momento investigar a presença de doenças esofágicas nos pacientes com manifestações respiratórias, independentemente da presença ou não de sintomas digestivos.Na rotina, sem dúvida nenhuma, o exame subsidiário mais solicitado com esta finalidade é a endoscopia digestiva, provavelmente pela facilidade de acesso, mas devemos saber que é um método que tem limitações para o diagnóstico da DRGE.(5) A pHmetria esofágica de 24 h e, mais recentemente, a impedanciometria seguem sendo o padrão ouro para o diagnóstico de DRGE. Entretanto, elas também sofrem críticas quanto a sua interpretação, tais como a modificação do hábito alimentar durante a realização do exame, o não reconhecimento do refluxo básico pela pHmetria e principalmente a falta de acesso para sua execução em todos os centros.Na presente edição do Jornal Brasileiro de Pneumologia, há um estudo de Machado et al. que mostra exatamente esta associação entre os dois sistemas.(9) Foram 1.170 pacientes com manifestações respiratórias avaliados através de pHmetria de 24 h e esofagomanometria. O estudo mostrou exatamente a necessidade da avaliação independentemente dos sintomas, uma vez que, por exemplo, 35,2% dos pacientes asmáticos com RGE patológico não apresentavam nenhuma manifestação digestiva.A DRGE esteve presente entre 39% e 44% dos pacientes, dependendo da doença respiratória, com especial destaque para a asma e sua associaçãocom a hipotonia do esfíncter inferior do esôfago. Os autores sugerem, como conclusão, que a DRGE pode ser considerada uma causa extrapulmonar desintomas respiratórios crônicos.Muitos são ainda os pontos a serem elucidados em relação às doenças respiratórias e as doenças esofágicas: mecanismos fisiopatológicos; métodos diagnósticos e seus parâmetros de normalidade; identificação dos pacientes que se beneficiam do tratamento duplo e qual motivo os diferenciam; e melhores opções terapêuticas e quando indicá-las. Usei principalmente referências do nosso Jornal Brasileiro de Pneumologia, pois aos poucos estamos construindo um grande conhecimento sobre este assunto, com indiscutível qualidade técnica. Tudo isso em função dos melhores resultados para nossos pacientes.
Elie Fiss Professor Titular de Pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC ‑ FMABC ‑ Santo André, São PauloReferências1. Gurski RR, Rosa AR, Valle E, Borba MA, Valiati AA. Extraesophageal manifestations of gastroesophageal reflux disease. J Bras Pneumol. 2006;32(2):150-60.2. Araujo AC, Ferraz E, Borges MC, Terra-Filho J, Vianna EO. Investigation of factors associated with difficult-to-control asthma. J Bras Pneumol. 2007;33(5):495-501.3. Fiss E. Estudo do reflexo esôfago brônquico em pacientes asmáticos [doctoral thesis]. São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; 1993.4. Lapa MS, Rodrigues R, Fiss, E. Bronchial hyperreactivity in patients with gastroesophageal reflux disease. J Bras Pneumol. 2007;31(4):286-91.5. Moraes Filho JPP, Rodrigues TM, Fiss, E. Asma e refluxo gastroesofágico. ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva. 1992;7(p. supl 1).6. Araújo AC, Aprile LR, Terra-Filho J, Dantas RO, Martins MA, Vianna EO. The effect of esophageal acidification on bronchial obstruction in individuals with asthma with gastroesophageal reflux. J Bras Pneumol. 2005;31(5):13-9.7. Fortunato GA, Machado MM, Andrade CF, Felicetti C, Camargo JJ, Cardoso PF. Prevalence of gastroesophageal reflux in lung transplant candidates with advanced lung disease. J Bras Pneumol. 2008;34(10):772-8.8. Martins, MA. Asthma and gastroesophageal reflux disease. J Bras Pneumol. 2007;33(2):xi-xii.9. Machado MM, Cardoso PF, Ribeiro IO, Zamin I Jr, Eilers RJ. Esophageal manometry and 24-h esophageal pH-metry in patients with respiratory symptoms. J Bras Pneumol. 2008;34(12):1040-8.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

CERVEJADA E CHURRASCO - INÍCIO DO INTERNATO

Galera, aqui quem vos fala é o Chiko. ;D
Neste sábado, 07/02, convoco TODO MUNDO para participar dessa cervejada com churrasco para comemorarmos o início do internato.
Vai ser na casa do Mogui e do Pacheco, a partir das 14:00.
Não temos preço definido ainda, conforme o pessoal for chegando a gente compra as coisas, pra ninguém sair prejudicado.
LEMBREM-SE: esse evento é para INTEGRAÇÃO, e não para fins lucrativos!

ESPERO TODOS LÁ!
ABRAÇÃO!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

EDITAL DA PROVA PARA LIGA ACADÊMICA DE DERMATOLOGIA



Convocamos todos os acadêmicos do Curso de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Camilo Castelo Branco – UNICASTELO, a realizar a prova para a Liga Acadêmica de Dermatologia - LIDER.
É NECESSÁRIO QUE O ACADÊMICO:
1. Tenha concluído o 8º semestre letivo desta Instituição.
2. Tenha cursado e tenha sido aprovado na disciplina de Dermatologia I e II.
3. Seja discente filiado e em dia com o Centro Acadêmico Arthur Roquete de Macedo e com a Secretaria do Curso de Medicina da Universidade Camilo Castelo Branco.
4. Esteja corretamente inscrito e com a taxa de inscrição quitada.
As inscrições, no valor de R$ 10,00 ( dez reais ), deverão ser efetuadas na Secretaria Geral do Curso de Medicina da UNICASTELO – Campus VII com Srta. Viviane OU na Secretaria do Internato na Santa Casa com Srta. Ariovânia.
O conteúdo da prova será baseado nos assuntos ministrados no 7º e 8º semestres do curso de Medicina da Universidade Camilo Castelo Branco – UNICASTELO.
A seleção dar-se-á por meio de prova escrita e oral.
Serão convocados os dez (10) primeiros colocados os quais serão submetidos a prova oral e de imagens, sendo então selecionados os alunos com as 6 (seis) maiores notas. Em caso de empate prevalecerá, entre os empatados, aquele que obtIver as maiores notas em Dermatologia nos semestres anteriores à realização da prova. Permanecendo ainda o empate, será convocado entre os empatados, aquele que tiver maior idade.
As provas serão preparadas pela disciplina de Dermatologia e aplicadas aos inscritos pela cadeira de Dermatologia e pelos membros da LIDER.
Será proibido qualquer tipo de consulta durante a realização das provas, seja por meio de comunicação falada, escrita, eletrônica ou outros, sob pena de desclassificação.

INSCRIÇÕES : de 02 de fevereiro a 02 de março de 2009.
DATA DA PROVA : 04 de março de 2009 às 19:00h.
LOCAL DA PROVA : Anfiteatro do Núcleo de Prática Jurídica da UNICASTELO, na Av.Expedicionários Brasileiros nº 781 – Centro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Atenção senhores internos!!!

Por favor, tirem fotos dos seus respectivos estágios e mandem para mim, pois além de material para formatura, será usado no Blog para manter a integração de nossa turma.
Mandem no meu e-mail:

wes.med2010@hotmail.com

Abços

Estágio: Cirurgia: Hérnia Inguinal

Hérnia inguinal é a protrusão de uma alça do intestino através de um orifício que se formou na parede abdominal na região da virilha. As hérnias acontecem por descuido da natureza na formação dessa parede, que tem de suportar pressões muito altas.

Não é só a pressão provocada pelos exercícios que contraem a musculatura do abdômen. Durante o esforço da evacuação, a parede abdominal funciona como uma prensa, prensa de que as mulheres também se valem, na hora do parto, para expulsar o feto do interior do útero. Existem dois tipos de hérnias inguinais que ocorrem com mais freqüência: a direta e a indireta.A indireta ( imagem 1) se forma pela passagem da alça intestinal para o interior da bolsa que envolve o testículo através de um ponto frágil, o anel herniário. Já a direta ( imagem 2), como o próprio nome sugere, forma-se diretamente num ponto da parede abdominal enfraquecida, que se rompe, permitindo a penetração de um segmento do intestino na bolsa escrotal. A imagem 3, num corte lateral do abdômen de um indivíduo do sexo masculino - porque a incidência de hérnias inguinais é maior nos homens – mostra como a alça intestinal foi empurrada para baixo e formou uma hérnia dentro da bolsa escrotal.


O que explica essa fraqueza na parede abdominal que favorece a formação de hérnias inguinais?


Paulo A. Corrêa – Hérnia é uma afecção freqüente que vem sendo estudada desde a Grécia antiga. Na verdade, a palavra hérnia vem mesmo do grego e quer dizer botão ou ruptura.O canal inguinal é uma região potencialmente fraca da parede abdominal. Por ele, durante a vida intra-uterina, passaram os testículos para alojar-se na bolsa escrotal. Esse pequeno espaço é coberto por músculos que deveriam fechá-lo durante a contração abdominal. Entretanto, muitas pessoas têm a inserção desses músculos mais alta, o que torna o espaço maior. Além disso, com o passar dos anos, costuma ocorrer lassidão muscular, isto é, os tecidos ficam naturalmente mais frouxos e podem sofrer ruptura que permite a passagem não só de um segmento do intestino delgado e grosso, mas também de outros órgãos da cavidade abdominal.


A fraqueza da parede abdominal é congênita? Ou seja, algumas pessoas nascem com tendência à formação de hérnias? Paulo A. Corrêa – É uma característica constitucional. Tem a ver com o biótipo do indivíduo. Embora não exista uma relação genética imediata (do tipo se o pai tem hérnia, o filho obrigatoriamente irá ter), em algumas famílias, a incidência de hérnia inguinal é maior.No entanto, é preciso considerar que os movimentos intestinais e a dificuldade para urinar, por exemplo, são fatores de risco para a formação de hérnias, porque podem provocar aumento da pressão abdominal e, conseqüentemente, ruptura de tecidos.


Há atividades físicas que facilitam a formação de hérnias?


Paulo A. Corrêa - Toda a atividade que exige emprego de grande força física pode facilitar o aparecimento de hérnias, principalmente nas pessoas com predisposição. Portanto, atletas de alta performance, trabalhadores braçais, indivíduos com constipação intestinal (prisão de ventre), ou que desenvolveram problemas na próstata e fazem força para urinar, estão mais sujeitos ao aumento da pressão intra-abdominal, que pode provocar ruptura dos tecidos e o aparecimento de hérnia.Especificamente em relação ao exercício físico que muitos jovens gostam de fazer nas academias, é preciso esclarecer que eles podem levantar pesos se a atividade for feita de forma lenta e progressiva, respeitando o ritmo de adaptação do organismo. Se tiverem história familiar de hérnias, porém, pode ser que venham a apresentar a afecção, mas não há como prever nem prevenir que isso aconteça. Por isso, acho que as pessoas devem levar a vida sem se preocupar muito com essa possibilidade. Caso o problema se manifeste, cabem as providências disponíveis para trazê-las de volta à normalidade.


Quais os exercícios que mais podem provocar a formação de hérnias inguinais?


Paulo A. Corrêa – Todos os exercícios que fazem a musculatura contrair-se de forma a aumentar a pressão dentro da cavidade abdominal e a ruptura dos tecidos. Entre eles destacam-se os exercícios de agachamento e dos membros superiores e inferiores, os exercícios isotônicos e os isométricos.


Correr e nadar também estão nessa lista?


Paulo A. Corrêa – Natação é o esporte que mais respeita nosso organismo em termos de articulações e musculatura. Por isso, é recomendado por todos e especialmente pelos profissionais ligados à medicina esportiva. Já a corrida seguramente leva ao aumento da pressão abdominal e, por ser um exercício constante que produz impacto, pode facilitar o aparecimento de hérnias inguinais. Caminhar e andar de bicicleta causam menor dano e podem ser praticados com tranqüilidade


Como é que a pessoa percebe que têm uma hérnia inguinal?


Paulo A. Corrêa – Voltando à etimologia da palavra, hérnia quer dizer botão ou ruptura. É preciso lembrar também que a região inguinal, no homem, fica entre o pênis e a ossatura da bacia e, na mulher, entre a vulva e o osso da bacia. Nos dois gêneros, é uma região bastante restrita, do lado esquerdo e direito do corpo. Por isso, a hérnia pode ocorrer em um dos lados do corpo ou ser bilateral.O primeiro sintoma da hérnia é um abaulamento ou nódulo na região inguinal, acompanhado de dor e desconforto quando a pessoa se levanta ou pratica alguma atividade física. Quando se deita ou fica quieta, a hérnia se recolhe e o nódulo desaparece.


A dor sempre aparece?


Paulo A. Corrêa – Habitualmente, sim. Uma das primeiras queixas do portador de hérnia é dor local e limitação para atividades físicas mais vigorosas.


Como evolui a hérnia que não recebe tratamento?

Paulo A. Corrêa – Muitos indivíduos saem correndo assim que notam o aparecimento de uma hérnia com medo das complicações. Na verdade, a doença vai evoluindo gradativamente. Não aparece uma hérnia enorme de uma hora para outra. Ela começa pequena e vai aumentando de acordo com o esforço físico despendido. Com o passar dos anos, porém, as hérnias podem ocupar espaços bastante grandes. Em alguns casos, quando descem para a bolsa escrotal, podem chegar até os joelhos, se não forem tomadas as providências terapêuticas adequadas.Portanto, ao registrar o primeiro sintoma, a pessoa deve procurar um médico. Primeiro, para certificar-se que é realmente uma hérnia; depois, para informar-se sobre o melhor momento para livrar-se dela.

Você poderia explicar o que é anastomose nas cirurgias das hérnias estranguladas?


Paulo A. Corrêa – O segmento do intestino que ficou encarcerado no anel herniário sofre perda da circulação e entra em necrose. Por isso, precisa ser retirado. Sobram, então, duas partes viáveis do intestino que são unidas e costuradas para recompor o caminho por onde passarão os alimentos durante o processo de digestão. Essa costura pode ser feita com fios cirúrgicos ou com grampos metálicos.


Nesses casos, a cirurgia é complicada porque não se restringe à parede abdominal, uma vez que é preciso intervir no intestino...


Paulo A. Corrêa – Dependendo da extensão do problema, se não há segurança de que a área ficou bem irrigada, é preciso fazer uma laparotomia, ou seja, abrir o abdômen para olhar internamente. Daí a importância do tratamento precoce. Ele é fundamental para evitar complicações que requerem procedimentos mais agressivos.


Cirurgias para a correção de hérnia são procedimentos muito antigos. Gostaria que você explicasse como eram realizadas?


Paulo A. Corrêa – A primeira técnica cirúrgica que se mostrou eficaz para a correção da hérnia inguinal data da metade do século XIX e foi desenvolvida pelo cirurgião italiano Eduardo Bassini. Através de uma incisão na pele, o médico alcança o tecido celular subcutâneo e chega à aponeurose, uma membrana que reveste os músculos. Depois, atinge a região do funículo espermático (ou cordão espermático) que se estende até a proximidade do osso púbico, local onde se formam as hérnias inguinais ( imagem 4). Agindo desse modo, o cirurgião localiza o peritônio, camada que recobre as alças intestinais, e a musculatura junto à fascia transversal que recobre o peritônio. A seguir, aproxima os músculos oblíquo externo e transverso, que deveriam fechar o espaço, em direção ao osso púbico e à arcada inguinal para reforçar a parede do abdômen e impedir que a hérnia se forme novamente.Portanto, segundo essa técnica, respeitando a anatomia do local, fecha-se a área de fraqueza da parede com a aproximação dos tecidos. O problema é que nem sempre esses tecidos se encontravam em boas condições e era preciso puxar um músculo e a aponeurose para baixo a fim de prendê-los numa estrutura forte para tentar fechar o espaço. Isso provocava dor e limitação importante no pós-operatório. O paciente ficava com dificuldade para andar e tinha restrições para dirigir automóvel. Doentes acompanhados por longos períodos de tempo mostraram que o índice de recidiva era de 25%. Fios de sutura melhores e o aprimoramento da técnica fizeram com que esse índice caísse para em torno de 5%, 7% dos casos, nos primeiros anos depois da cirurgia. Portanto, um em cada 20 pacientes pode apresentar novamente a doença, índice que ainda continua alto.


Como são as técnicas mais modernas para o tratamento das hérnias?


Paulo A. Corrêa – Na década de 1950, um médico americano chamado Usher desenvolveu uma técnica cirúrgica que utilizava uma tela feita de tecido plástico para fechar o orifício herniário ( imagem 5). Mas, foi só a partir de 1970, que essa técnica passou a ser empregada com mais regularidade.No começo, foram observadas algumas complicações decorrentes do uso de tais próteses. Lenta e paulatinamente, porém, o processo de fabricação foi melhorando e as telas atuais são extremamente inertes e não causam nenhum tipo de reação adversa. Na hipótese de haver alguma infecção, o tratamento pode ser feito sem que elas sejam retiradas.Como se vê, o uso dessa tela promoveu um tratamento sem tensão muscular. O orifício herniário é recoberto com a tela, o que evita puxar a musculatura e a aponeurose em direção da arcada inguinal. A tela simplesmente cobre o espaço em que havia fraqueza do tecido abdominal, como se fosse um manchão de pneu. Trata-se de uma técnica indolor que reduziu drasticamente os índices de recidiva das hérnias inguinais para um em cada dois mil casos operados. Feita com anestesia local não requer internação hospitalar. O paciente é operado, levanta e vai embora para casa.


Você disse que a tela pode ser colocada facilmente com anestesia local...


Paulo A. Corrêa – Em geral, faz-se um pequeno corte na região inguinal, dissecam-se os tecidos e coloca-se a tela na região em que há fraqueza da parede abdominal. Se as hérnias pélvicas volumosas forem dos dois lados, pode-se fazer uma incisão que vai do umbigo até a região do púbis, passa-se por trás dos músculos, ultrapassa-se o peritônio que cobre as alças intestinais e coloca-se uma tela bastante grande para fechar todos os espaços onde elas ocorrem. Essa via posterior de acesso é bastante utilizada nas hérnias bilaterais volumosas, porque, em vez de dois cortes, faz-se um corte só e o índice de recidiva é baixíssimo.


Como essas cirurgias podem ser feitas por via laparoscópica?

Paulo A. Corrêa – Seguindo os mesmos passos da cirurgia por via posterior, é possível corrigir as hérnias inguinais por laparoscopia. Através de um pequeno furo no umbigo, coloca-se um aparelho ótico acoplado a uma câmara de televisão e examina-se o intestino. Por outros dois pequenos furos, são introduzidas pinças e uma tesoura. Localizado o espaço entre o peritônio e a musculatura da região inguinal em que a parede está comprometida, coloca-se a tela. Esse método tem a vantagem de ser praticamente indolor e permitir que a cirurgia seja realizada sem cortes, através de três pequenos furos, mas tem o inconveniente de exigir anestesia geral e internação hospitalar. Além disso, o material laparoscópico é caro.O outro ponto crítico dessa técnica é o fato de violar a cavidade peritoneal. Por isso, alguns cirurgiões desenvolveram a técnica extra-peritoneal (igual à da cirurgia de Stoppa), em que não é necessário penetrar na cavidade intra-abdominal. Através dos três buraquinhos, separa-se a musculatura da região do peritônio e coloca-se a tela, exatamente do mesmo modo que se faz, quando existe o corte que vai do umbigo até o púbis. Isso representa ganho real para o paciente, que recebe alta no dia seguinte ao da operação.


Você disse que a colocação da tela por via cirúrgica podia ser feita no consultório sob anestesia local e que os resultados são até muito bons. Difícil dizer que outra técnica deva ser empregada no lugar dessa que oferece tantas vantagens.


Paulo A. Corrêa – Quem tem preferido a técnica laparoscópica extra-peritoneal, por exemplo, são os atletas de alta performance que precisam recobrar logo a atividade física e os indivíduos preocupados com a estética, porque os três pequenos orifícios feitos para introduzir os aparelhos deixam marcas mínimas. Em relação aos resultados futuros das duas técnicas cirúrgicas, a céu aberto e por laparoscopia, estudos têm mostrado que o risco de recidivas é praticamente o mesmo. Em vista disso, particularmente, acho que, ponderando os custos, em termos populacionais, é melhor optar pela cirurgia por via anterior com a tela. Entretanto, a decisão final fica sempre por conta do paciente que pode ter motivos para optar pela cirurgia por via extra-peritoneal.

Estágio Pediatria : Impetigo




É uma infecção que ataca a superfície da pele, causada pela penetração de bactérias na pele aberta por machucados e coceiras. O impetigo pode também ser chamado de piodermite, pereba ou broto. Entre os fatores que podem levar ao seu aparecimento, estão:

Escoriações e fissuras

Queimaduras e feridas

Picadas de inseto

Falta de higiene

Clima quente

Doenças como diabete, obesidade, alcoolismo, desnutrição, Aids etc.

Drogas imunossupressoras, usadas para enfraquecer as defesas do organismo

Cirurgias e uso de cateteres, sondasO impetigo atinge, principalmente, recém-nascidos e crianças na face, mãos e locais do corpo não cobertos. Nos adultos, costuma aparecer nas axilas, mãos e virilhas. Sintomas e diagnóstico O impetigo pode começar como um pontinho de pus, uma pequena ferida avermelhada ou uma vesícula que cresce rapidamente e se transforma em uma lesão recoberta por uma crosta espessa. Em geral, a região atingida fica um pouco inchada e dolorosa. São duas as formas clínicas:

impetigo bolhoso: aparecem vesículas que evoluem para bolhas que, ao se romperem, deixam crostas cuja aparência é semelhante à queimadura de cigarro. Localiza-se, em geral, na face e nos membros inferiores.

impetigo não bolhoso: aparece geralmente na face e no tronco. Aparece uma pequena vesícula que se rompe precocemente e dá lugar a uma lesão com crosta espessa.A infecção pode ser superficial, deixando a pele descamada, úmida e avermelhada; ou então profunda, dolorosa e quente. Entre as complicações na criança estão sintomas e sinais de fraqueza, febre tardia e diarréia com fezes esverdeadas. Se não tratado, o impetigo pode levar a doenças como: miocardite, bacteremia, endocardite, pneumonia, osteomielite, abscesso cerebral, meningite e trombose do seio cavernoso, e a glomerulonefrite - doença de natureza imunológica que atinge os rins. Tratamento e prevenção O tratamento do impetigo é feito através de:

Limpeza das feridas: remoção das cascas e secreções com água fervida morna, na qual pode ser dissolvido o permanganato de potássio;

Aplicação de um creme ou pomada antibiótica, sob prescrição médica;

Nas infecções mais profundas, podem ser aplicadas compressas de água boricada a 3%, ou simplesmente quentes e úmidas;

Antibiótico via oral ou injetável nos casos mais graves, sob prescrição médica.O impetigo não costuma deixar cicatrizes por ser uma infecção superficial. Banhos diários, de preferência com água morna, e manter a pele sempre bem hidratada e limpa são maneiras simples e fáceis de prevenir doenças como o impetigo. Não deixe para depois - procure um pediatra ou dermatologista para um diagnóstico correto e a indicação do tratamento mais adequado.

Estágio: Ginecologia


ENDOMETRIOSE
O que é?


Endometriose é uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial (tecido que reveste o útero internamente) fora da cavidade uterina.


Como se desenvolve?


A causa exata é desconhecida. Uma teoria sugere que durante a menstruação as células do endométrio passariam através das trompas de Falópio para a cavidade peritoneal abdominal, onde se implantariam. Os locais mais comuns de implantação são os ovários, trompas de Falópio, superfície externa do útero e septo reto-vaginal (área entre a vagina e o reto). Outras teorias sugerem alterações do sistema imunológico e mesmo uma herança genética.
A cada menstruação este tecido endometriótico sangra causando dor pélvica, dor durante a relação sexual, queixas urinárias, intestinais e infertilidade.


O que se sente?


Os sintomas mais comuns incluem:
dismenorréia severa (dor pélvica cíclica que ocorre antes e durante a menstruação)
dispareunia (dor durante ou logo após o ato sexual)
dor pélvica crônica
infertilidade
sintomas urinários com micções dolorosas
dor na região lombar baixa (costas)
desconforto abdominal


Como se faz o diagnóstico?


O diagnóstico geralmente inclui uma laparoscopia que é um procedimento cirúrgico ambulatorial onde uma câmara é inserida na cavidade abdominal através do umbigo, permitindo identificar as lesões e determinar a extensão da doença. A retirada de um pequeno fragmento de tecido suspeito (biópsia) para a realização de um exame anatomopatológico dará o diagnóstico de certeza.


Como se trata?


O tratamento vai depender da idade da paciente, da extensão da doença, da severidade dos sintomas, da duração da infertilidade e dos planos reprodutivos do casal.
Os tratamentos incluem desde a observação em pacientes assintomáticos e não desejosas de gestação, uso de analgésicos para a dor moderada, a interrupção dos ciclos menstruais com ACO usados de modo continuo por 6-12 meses, progesterona de uso diário ou depósito ,medicamentos que inibem o funcionamento dos ovários e os tratamentos cirúrgicos , destruindo o tecido endometrial, removendo todas as lesões e restaurando a anatomia pélvica tanto quanto possível.
A ressecção das lesões por laparoscopia aumenta as chances de gestação em mulheres inférteis.
Os sintomas e o desejo de engravidar vão determinar a terapia mais adequada.


Como se previne?


Não existe prevenção da endometriose que afeta as mulheres em seus anos reprodutivos, mas aquelas que usam anticoncepcionais orais para o controle da gestação tem uma menor incidência da doença.


Perguntas :


Quando o médico deve suspeitar da cólica menstrual por endometriose?
Os tratamentos medicamentosos tem muitos efeitos colaterais?
Qual a terapia mais adequada para tratar a endometriose?
Os tratamentos tem cura ou eventualmente a doença pode voltar depois de tratada?